A MALDIÇÃO
Ser coordenador de campanha de Lula é perigoso. Acho até que existe uma maldição ligada a essa função. Não acredita? Pois vamos ver, a partir das duas últimas eleições
O primeiro coordenador da campanha de Lula para a presidência em 2002 seria, o então prefeito de Santo André, Celso Daniel, que foi assassinado em janeiro daquele ano. A motivação do crime causa polêmica até hoje. Ninguém me tira da cabeça que foi um crime político.
Com a perda de Celso Daniel, assumiu o posto Antônio Pallocci que, depois de comandar as ações da campanha vitoriosa do petista, ficou com o cargo de Ministro da Fazenda. Como maldição não marca data para fazer acontecer, no fim do governo, aquele que seria virtualmente o candidato a presidente em 2010 (vide meu post “O que será que será?” abaixo), dançou um tango melancólico com o caseiro Josenildo.
Na campanha de 2006, Ricardo Berzoini, presidente do PT, eleito em meio a crise do Mensalão, após a queda de Genoíno, ficou com a tarefa, aparentemente simples, de coordenar a campanha que nem segundo turno daria (ou daria?? Ou dará??). Apareceu o dossiê contra Serra, militantes petistas falaram que ele sabia e, sabendo ou não, teve de entregar sua cabeça em uma bandeja. Ele continua como presidente do PT, o que, sinceramente não sei se é bom ou ruim a esta altura dos acontecimentos.
Agora, a batata está assando nas mãos do Marco Aurélio Garcia, assessor para assuntos internacionais da Presidência da República e homem muito próximo de Lula. Resta saber se a maldição do coordenador de campanha vai continuar fazendo vítimas, ou esse que vos escreve está apenas devaneando com uma série de coincidências sem qualquer tipo de ligação.

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