quarta-feira, janeiro 17, 2007

Na contramão da terceira via

Política como se faz no Brasil, não se faz em nenhum outro lugar do mundo. Existem diversos exemplos para isso, mas vamos aos principais.

O segundo Artigo da Constituição da República Federativa diz que os poderes são independentes entre si. Como se explica então que o chefe do Executivo, no caso o presidente Lula, aguarde a definição da eleição para chefe do legislativo, no caso a Câmara dos Deputados, para enfim divulgar como será formado o ministério do segundo mandato do seu governo? Ora, isso por si só contraria a Carta Magna, chamem o Supremo Tribunal Federal para botar ordem na bagunça!!

Falando em bagunça, os amigos de Brasília tentam imitar a política inglesa, chamando a nova candidatura à presidência da Câmara de Terceira Via, originalmente o termo utilizado pelos súditos da Rainha (dentre os quais Toni Blair), em meados dos anos 80, como um novo caminho colocado entre a social-democracia e o neoliberalismo.

A terceira via de Brasília (não, não estou querendo alterar o belíssimo projeto do Plano Piloto de Oscar Niemeyer), que toma forma com a confirmação da candidatura do tucano Gustavo Fruet, entra na contramão daquilo que havia sido colocado em primeira mão pelo líder do PSDB, Jutahy Júnior. A cúpula do PSDB considerou que o nobre colega Jutahy, tomou os pés pelas mãos, e que na verdade o caminho não era aquele (apoiar o PT), nem outro, que nós não sabemos qual é (nem eu, nem eles, bem entendido).

Concluindo, para não confundir ainda mais: o PSDB não vê (nem via) de antemão um outro caminho, que possa clarear um pouco a idéia dos caciques e seus partidários. Está ganhando do PMDB, que era o partido mais "perdidão" desde que o Dr. Ulysses Guimarães se foi.

Quem deve estar gostando disso tudo é o Aldo Rebelo, pois com a renovação da Casa, tem muito deputado que perdido no meio dessa confusão, vai acabar votando no nome mais conhecido e mais fácil de soletrar.