quarta-feira, janeiro 17, 2007

Na contramão da terceira via

Política como se faz no Brasil, não se faz em nenhum outro lugar do mundo. Existem diversos exemplos para isso, mas vamos aos principais.

O segundo Artigo da Constituição da República Federativa diz que os poderes são independentes entre si. Como se explica então que o chefe do Executivo, no caso o presidente Lula, aguarde a definição da eleição para chefe do legislativo, no caso a Câmara dos Deputados, para enfim divulgar como será formado o ministério do segundo mandato do seu governo? Ora, isso por si só contraria a Carta Magna, chamem o Supremo Tribunal Federal para botar ordem na bagunça!!

Falando em bagunça, os amigos de Brasília tentam imitar a política inglesa, chamando a nova candidatura à presidência da Câmara de Terceira Via, originalmente o termo utilizado pelos súditos da Rainha (dentre os quais Toni Blair), em meados dos anos 80, como um novo caminho colocado entre a social-democracia e o neoliberalismo.

A terceira via de Brasília (não, não estou querendo alterar o belíssimo projeto do Plano Piloto de Oscar Niemeyer), que toma forma com a confirmação da candidatura do tucano Gustavo Fruet, entra na contramão daquilo que havia sido colocado em primeira mão pelo líder do PSDB, Jutahy Júnior. A cúpula do PSDB considerou que o nobre colega Jutahy, tomou os pés pelas mãos, e que na verdade o caminho não era aquele (apoiar o PT), nem outro, que nós não sabemos qual é (nem eu, nem eles, bem entendido).

Concluindo, para não confundir ainda mais: o PSDB não vê (nem via) de antemão um outro caminho, que possa clarear um pouco a idéia dos caciques e seus partidários. Está ganhando do PMDB, que era o partido mais "perdidão" desde que o Dr. Ulysses Guimarães se foi.

Quem deve estar gostando disso tudo é o Aldo Rebelo, pois com a renovação da Casa, tem muito deputado que perdido no meio dessa confusão, vai acabar votando no nome mais conhecido e mais fácil de soletrar.

terça-feira, janeiro 16, 2007

Agora não entendi II

Gláucio desculpe o plágio no título, mas o PSDB está mais perdido do que cego em tiroteio, alguém ouviu falar no chuchu nos últimos tempos? E o Serra que está com um "buraco" no seu caminho! O Aécio está com lama até o pescoço! O FHC está escrevendo a “Carta ao Partido II a missão” e dando puxões de orelha do Tasso.

Com toda esta bagunça acontecendo com os caciques do PSDB, eles estão perdendo o comando e outros como Jutahy Magalhães (PSDB-BA) estão tentando ocupar este espaço, se aproveitando da renovação da bancada do PSDB que entrará em 1o. de fevereiro. Caso se confirme o apoio de 37 dos 66 deputados do PSDB a Arlindo Chinaglia, Jutahy sairá bem fortalecido desde episódio, por isso ainda tentam uma terceira via com Gustavo Fruet (PSDB-PR), com o apoio de José Aníbal (PSDB-SP) e Paulo Renato (PSDB-SP) e FHC de tabela.

No meio de tanta lama, buracos e sumiços, realmente não dá para entender muito a posição do PSDB. Será que é tudo pela proporcionalidade?

Coitado do Aldo, será que vai ter que ficar com o Ministério da Pesca? Opa, fui aprovado no Preps!!!!

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Agora não Entendi

Por favor, senhores especialistas em política desse blog me expliquem. Como se diz no popular, dessa vez “boiei”.

A decisão do PSDB de apoiar o petista Arlindo Chinaglia não fecha na minha cabeça. Vamos aos porquês:

1- Arlindo Chinaglia é candidato da base (tudo bem, o Aldo Rebelo também é). O Arlindo é do PT, partindo do presidente e ostensivamente combtido pelo PSDB e PFL, partidos mais fortes da ala de oposição ao governo;
2- Aldo Rebelo, a despeito de fazer parte da ala governista, é um deputado com trânsito tranqüilo entre todos os partidos do Congresso, além de ser bastante discreto (exceto pelo caso do aumento de 91% em que ele fez o papelão com o Renan Calheiros);
3- A posição de líder do governo na Câmara caiu no colo de Arlindo Chinaglia depois do escândalo do mensalão, que afastou o então Líder Professor Luizinho, suspeito de ter recebido R$ 20.000,00 do Valerioduto.
4- O PSDB alegou estar adotando o critério da proporcionalidade para apoiar o petista, pois o PT tem o apoio do PMDB, formando portanto a maioria. Ora, porque o mesmo critério não fora adotado pelos tucanos quando da eleição do Severino Cavalcanti ou mesmo da primeira eleição de Aldo Rebelo?

Frente a tudo isso, amigos, não sei o que pensar dessa eleição, que parece estar consumada. Ponto para o PT, o que na minha humilde opinião significa ponto negativo para o presidente Lula, pois um PT forte e em condições de exigir mais e mais é tudo o que ele não queria no segundo mandato.

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Desenvolvedores do Século XXI

Após muitas críticas ao seu programa de governo, Lula resolveu incrementar os projetos de TI que foram bem-sucedidos em seu primeiro mandato:

A Inclusão digital por exemplo, é um dos temas mais discutidos hoje em dia, como propiciar a inclusão digital em países onde não há educação básica de qualidade e pobreza pra todo lado?
Lula prometeu ampliar o acesso a compra de computadores pelo programa Computador para todos e também aumentar o número de espaços coletivos de inclusão digital por todo o país utilizando:
• Bibliotecas e telecentros;
• Os Programas Casa Brasil, Gesac e Pontos de Cultura;
• Aproveitando os espaços governamentais de atendimento ao público para a inclusão digital;
• Garantindo o acesso aos portadores de deficiência aos ambientes de inclusão digital;
• Optando pelo software livre como estratégia de autonomia e desenvolvimento tecnológico
Está previsto também uma agenda digital para a próxima década, com a participação de governo, sociedade civil e iniciativa privada, além da elaboração um plano nacional de conectividade em banda larga.
Resolvi não esperar por esta agenda e como parte da sociedade civil tirar da gaveta um projeto meu de inclusão digital, o “Desenvolvedores do Século XXI”, pois na minha opinião não basta possibilitar apenas o acesso ao computador, mas sim construir profissionais realmente capacitados e desenvolver projeto na área de TI. Estou procurando parceiros em Varginha-MG minha cidade natal para dar continuidade a este projeto.

Clique aqui para ver um rascunho do projeto Desenvolvedores do Século XXI.

Em outros Post´s tratarei também de temas ligados a propostas de TI do governo Lula como, TV Digital, Pirataria, Gestão Governamental, Indústria de software e Política de semicondutores.

Convido o Nando a escrever sobre estes temas que ele tanto conhece.

Clique aqui e veja os “8 jeitos de mudar o mundo”

Clique aqui e veja “O outro lado da moeda”

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Resposta do Aldo Rebelo

Assim como o Gláucio relatou no Post abaixo eu também fiquei revoltado com a proposta de aumento de 91% dos salários do legislativo, e mandei um e-mail para o Deputado Aldo Rebelo, Presidente da Câmara e recebi uma resposta, nota-se que é um e-mail padrão, mas de qualquer maneira expressa a posição do deputado sobre o assunto. Assim como o Gláucio mandei para vários deputados mas só recebi uma resposta. Veja os e-mails abaixo:

De: Andersonpp
Para: dep.aldorebelo , renan.calheiros , dep.cironogueira , dep.jorgealberto , dep.lucianocastro , dep.josemuciomonteiro , dep.wilsonsantiago , dep.miroteixeira , dep.sandrarosado , colbertmartins , dep.bismarckmaia , dep.rodrigomaia , dep.josecarlosaleluia , dep.sandromabel , dep.givaldocarimbao , dep.arlindochinaglia , dep.inacioarruda , dep.carloswillian , dep.marioheringer , dep.inocenciooliveira , demostenes.torres , efraim.morais , tiao.viana , neysuassun , dep.beneditodelira , ideli.salvatti
Data: 19/12/06 15:38
Assunto: E o fim da picada!

É o fim da picada!

Enquanto nós receberemos um aumento em torno de 5% no dissídio vocês querem 91%, fala sério.

Anderson

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De: Dep. Aldo Rebelo
Para: Dep. Aldo Rebelo
Data: 29/12/06 14:21
Assunto: RE: Aumento salarial

Prezadas senhoras e prezados senhores,

Em atenção às milhares de mensagens que recebi sobre o aumento salarial dos congressistas quero, com esta resposta, externar de maneira clara e direta qual é a minha opinião sobre o assunto.
Para isso, vou pontuar os aspectos que são, sob o meu ponto de vista, os mais relevantes da discussão.

1 – Sou a favor do estabelecimento de teto salarial para os três poderes: legislativo, executivo e judiciário.
Os poderes não podem fixar seus próprios salários de maneira isolada e arbitrária. Creio que devemos congelar imediatamente os maiores vencimentos e buscar a isonomia para deputados, senadores, ministros do Supremo Tribunal Federal, ministros de Estado e presidente da República. E buscar o mesmo grau de isonomia para todos os funcionários públicos. A Câmara já criou uma comissão que irá apresentar proposta de teto salarial do funcionalismo até fevereiro do próximo ano.

2 - Sou a favor do fim dos 14º e 15º salários dos deputados.
Não há necessidade de estabelecer remunerações adicionais para os deputados. Por esse motivo, já extingui os salários que eram pagos durante as convocações extraordinárias da Câmara. A decisão em torno do teto salarial e da isonomia é essencial porque acaba de vez com as remunerações indiretas e de difícil aceitação por parte da sociedade. Salário e reposição de despesas são comuns a todos os trabalhadores; já 14º e 15º salários são práticas inexistentes no mundo do trabalho.

3 - Sou a favor de mais controle e transparência no uso das verbas indenizatórias.
Os gabinetes parlamentares têm direito a R$ 15 mil por mês para pagar despesas decorrentes do exercício do mandato, como serviços gráficos, consultorias técnicas ou passagens aéreas, por exemplo. Esses gastos já são publicados, mês a mês, na página da Câmara na internet. Em janeiro, vou propor que também sejam divulgados os nomes e CNPJ dos beneficiários das despesas para que qualquer cidadão saiba quanto gasta, e com o quê, o gabinete de seu deputado.

4 – Sou a favor de racionalização e economia na Câmara dos Deputados.
Como presidente, promovi mudanças: A) Acabei com os salários extraordinários dos deputados. B) Reduzi o recesso parlamentar de 90 para 55 dias, o que o tornou um dos menores do mundo. C) Demiti mais de 1.100 funcionários não concursados. D) Proibi a contratação de parentes de deputados em cargos de confiança. E) Solicitei à Fundação Getúlio Vargas estudo para racionalizar e dar mais transparência aos gastos da Câmara. O estudo vai comparar os gastos do parlamento brasileiro com parlamentos de outros países. F) Cortei integralmente as despesas com publicidade.
Como muitas mensagens fizeram referência à minha filiação partidária, envio para os interessados a nota do presidente do PC do B, Renato Rabelo, sobre o aumento salarial dos deputados. O texto, com certeza, irá dirimir todas as dúvidas que foram enviadas ao meu gabinete.

Em minha página www.aldorebelo.com.br podem ser consultados outros textos.
Para finalizar, esclareço que como presidente da Câmara tenho a missão de levar para o conhecimento de toda a Casa e da sociedade as definições tomadas pelo líderes partidários. É o que tenho feito diariamente; é o que fiz quando anunciei a decisão de equiparar os salários dos deputados ao teto do funcionalismo; é o que farei sempre que for necessário discutir, de maneira democrática e transparente, qualquer tema de interesse da Nação.

Atenciosamente,

Aldo Rebelo

Aldo era contra - A senadora Heloisa Helena (PSOL-AL) fez ontem uma revelação importante: o presidente da Câmara, Aldo Rebelo, apontado como o "pai" da medida, era o único contra o aumento durante a reunião que o decidiu. Coluna do CLÁUDIO HUMBERTO, 20.12.2006.
"O aumento é legal, só não é legítimo. O Aldo está constrangido. Ele preferia solução menos exagerada". Deputado federal CHICO ALENCAR, líder do PSOL, jornal O GLOBO, 18.12.06.

Salários dos parlamentares: pela transparência, contra a hipocrisia
Renato Rabelo, presidente do PCdoB
Dia 21 de dezembro de 2006
O reajuste dos salários dos parlamentares do Congresso Nacional, cujo desfecho na noite de ontem (20/12) adia sua resolução para a próxima legislatura que se inicia em fevereiro do próximo ano, tem gerado intenso debate e aguda luta política. De um lado, se manifestam reações legítimas de movimentos e entidades populares que ante os baixos salários do povo e das resistências que sempre se erguem para se efetivar o aumento real do salário mínimo emitem seus protestos. De outro, uma vez mais, o conservadorismo e setores da mídia turvam as águas com a manipulação dos fatos e dirigem seu poderio corrosivo contra o Congresso Nacional, que é uma das pilastras do sistema democrático. Entram em cena também segmentos políticos falsamente moralistas que buscam dividendos por meios oportunistas.

É certo que o Congresso Nacional reflete as distorções e as mazelas de um país de formação capitalista dependente como o nosso, com sua história própria, cheio de desigualdades. É um dever, portanto, das forças progressistas atuarem para qualificar as instituições da República no sentido de desvencilhá-las dessas distorções antidemocráticas. A gestão da atual mesa diretora da Câmara dos Deputados, presidida por Aldo Rebelo, tem procurado resgatar a credibilidade da casa. Ele, em curto espaço de tempo, adotou um conjunto de medidas cuja essência moralizadora fala por si: fim da remuneração extra para as convocações extraordinárias; fim do voto secreto; proibição de contratação de parentes de deputados em cargos de confiança da Câmara; redução do recesso parlamentar de 90 para 55 dias e demissão de 1143 ocupantes de cargos de natureza especial (CNE), com a posterior extinção desses cargos.

Como as águas estão turvas, não é fácil enxergar, mas temos a opinião de que o sentido da proposta inicial apresentada pelas mesas das duas casas do Congresso Nacional de equiparar a remuneração dos integrantes do Legislativo com a remuneração dos ministros do STF é de dar transparência aos salários dos parlamentares, definindo critério explicito e separando-o dos expedientes dos salários paralelos auferidos. É claro que a proposta como veio – a equiparação de uma só vez, com o aumento de 91% - dificultou o entendimento de seu significado e abriu o flanco para as manipulações de setores da mídia e do conservadorismo. Por isso que em nota pública, a Comissão Política Nacional do PCdoB, sublinhou sua opinião de que embora considere correto a equiparação em torno de um teto estabelecido para todos os poderes, o partido julga que ela deva se efetivar por etapas e não de uma vez só como foi originalmente proposta.

Defendemos essa opinião porque os comunistas se opõem à hipocrisia e defendem que o povo não pode ser enganado e deve saber com transparência quanto recebem os seus representantes no Legislativo. Atualmente, há um faz de conta. Ao povo se diz que o parlamentar nominalmente ganha tanto, mas o presente debate escancarou que além do ganho nominal há vários penduricalhos, como exemplo o 14º e o 15º salários, além da chamada verba indenizatória.

A gestão do presidente da Câmara, Aldo Rebelo, conforme já citamos, havia adotado uma série de medidas moralizantes para cortar, digamos assim, "essa porção de galhos ocultos" dos salários, como o pagamento das convocações extraordinárias, para citar apenas um exemplo. Ao defender a equiparação, ele propôs acabar com esses tais 14º e 15º salários e quanto à verba indenizatória, no mínimo, que sobre ela venha recair medidas saneadoras e de controle como a publicação obrigatória na Internet de sua utilização pelos gabinetes parlamentares.

Sinceramente, não vi por parte de nenhum moralizador gritaria contra esses "galhos ocultos" que escondem do povo a remuneração verdadeira dos parlamentares e a defesa das medidas saneadoras que já vinham sendo tomadas. E isso, não tem outro nome senão hipocrisia.

O PCdoB é partidário da verdade e da transparência sobretudo na gestão dos bens públicos. Que os salários, não apenas dos parlamentares, mas de todos os ocupantes de funções do Estado brasileiro, tenham um teto explicito para eliminar os super-salários e venham à luz tal e qual são, sem maquiagens, sem penduricalhos e condizentes com a carreira e suas responsabilidades.

Por fim, quero ressaltar o que afirmamos no topo desse texto: a legitimidade e a "justa ira" com as quais lideranças e entidades do povo se manifestaram ao longo desse debate. Não se pode ante o sofrimento de nossa gente aceitar medidas que aumente o fosso da desigualdade social. Mas, não podemos nos curvar às manipulações. O PCdoB por suas responsabilidades tem que opinar sobre os salários dos parlamentares. Contudo, sem falsa modéstia, mas com autoridade histórica de 85 anos, proclamamos que o nosso interesse, nosso compromisso maior é com a luta pelos direitos dos trabalhadores e da geração de condições para o aumento real dos seus salários, sobretudo do salário mínimo.
Renato Rabelo é o presidente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)

terça-feira, janeiro 09, 2007

Resposta do Eduardo Suplicy

Quando houve a aprovação dos super salários do legislativos pela mesa diretora do Congresso, conforme mostrado no post "Um País de Meta" abaixo, fiquei injuriado como muita gente. Mandei e-mail para diversos deputados e senadores, dentre os quais Eduardo Suplicy, Renan Calheiros, Heloísa Helena, Fernando Gabeira, Tião Viana, etc. Segue abaixo o texto do email (confesso que foi o mesmo para todos, só mudei os nomes...rs), e em seguida a única resposta recebida, enviada pelo Senador Eduardo Suplicy. Não sou tão inocente a ponto de achar que foi ele quem me mandou a mensagem, mas fiquei contente em ver que existe ao menos respeito em dar um retorno a uma reclamação feita por um eleitor. Seguem os emails:

"De: Glaucio Rogerio Bonaldo da Silva [mailto:gbsilva@controlsat.com.br]
Enviada em: sexta-feira, 15 de dezembro de 2006 14:06
Para: Sen. Eduardo Suplicy
Assunto: VERGONHA

Senador Eduardo Suplicy,

Essa legislatura que já está marcada como a pior da historia da República, ainda consegue manifestar o descaso com o povo brasileiro, de forma absolutamente espúria, ao apagar das luzes!

Esse aumento é no mínimo escandaloso. Sei que nada vai mudar porque o interesse é político e dinheiro no bolso é sempre bom, por isso estão perpetuadas situações como o Mensalão, Sanguessugas, etc, mas minha opinião está registrada.

Queria poder ter orgulho dos políticos do Brasil, como tenho de figuras como o Senador Eduardo Suplicy, entre outros (raríssimos por sinal). Mas só resta a vergonha e a tristeza pelas atitudes desse bando que se apoderou da coisa pública, como os urubus na carniça.

Atenciosamente,

Glaucio Rogério Bonaldo da Silva
Brasileiro Envergonhado. "
________________________________
A resposta do Sen. Suplicy:
"Prezado Glaucio,


Muito obrigado por sua mensagem. Em virtude das milhares de mensagens eletrônicas que recebi, de todo o Brasil, sobre o reajuste dos parlamentares, escrevi um artigo sobre o assunto, publicado na Folha de S.Paulo no último domingo, 17 de dezembro, que lhe remeto, abaixo, para que você conheça minha opinião.

Atenciosamente,

Senador Eduardo Matarazzo Suplicy

Mais do que nunca, escutar o povo – Folha de São Paulo 17-12-2006

Os presidentes do Senado e da Câmara, diante do clamor popular, podem tomar a iniciativa de rever a decisão de aumentar os salários EDUARDO MATARAZZO SUPLICY TENDÊNCIAS/DEBATES

NÓS, SENADORES e deputados federais, somos os representantes do povo de cada um dos Estados e do Distrito Federal. Temos a atribuição constitucional de legislar, fiscalizar os atos do Executivo e expressar os sentimentos da população de tristeza, alegria, angústia, felicidade, indignação, aflição. Os congressistas mais sintonizados com os anseios do cidadão são normalmente os mais bem votados nas eleições.
Há momentos durante o mandato em que precisamos tomar decisões de grande responsabilidade, que correspondam às expectativas daqueles que nos confiaram seus votos. Entre essas está a de definir, a cada período legislativo, a remuneração dos parlamentares, bem como dos serviços de que poderá dispor para auxiliar o exercício de seus mandatos. Isso representa despesas com funcionários de carreira e de confiança, com cotas de telefone, correio, transporte de avião ou de deslocamento por terra, internet, entre outras.
Na última quinta-feira, as Mesas do Senado e da Câmara dos Deputados tomaram a decisão de aumentar o salário dos senadores e deputados federais para R$ 24.500 por mês, correspondendo a um reajuste de 91% em relação ao salário atual, de R$ 12.700.
Na manhã daquele mesmo dia, transmiti aos presidentes Renan Calheiros (PMDB-AL) e Aldo Rebelo (PC do B-SP), do Senado e da Câmara, respectivamente, e à líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), que seria de bom senso um reajuste que correspondesse ao valor da inflação de janeiro de 2003 a janeiro de 2007, da ordem de 28,5%, significando uma remuneração de R$ 16.500. Creio que essa medida seria compreendida pela população.
A decisão tomada pelas Mesas da Câmara e do Senado provocou uma fortíssima reação da opinião pública.
Acredito que todos os parlamentares, assim como eu, tenham recebido uma enxurrada de mensagens -por correio eletrônico, telefone, cartas e até pessoalmente- de protesto diante do aumento considerado abusivo, tendo em conta o que se passa com a remuneração do conjunto da população brasileira.
Ainda que o decreto legislativo nº 444, de 2002, disponha que a remuneração dos membros do Congresso Nacional "corresponderá à maior remuneração percebida, a qualquer título, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal" e que as "Mesas do Senado e da Câmara dos Deputados regularão, em ato conjunto, a aplicação" do respectivo decreto legislativo, os artigos 48 e 52 da Constituição rezam, com muita clareza, que a própria remuneração dos parlamentares deverá ser objeto de iniciativa de lei, o que significa ser aprovada pelo conjunto dos membros de ambas as Casas.
É bom lembrar que, muito embora o referido decreto mencione que a remuneração dos membros do Congresso Nacional corresponderá à dos ministros do Supremo Tribunal Federal, isso não precisa necessariamente ocorrer, tanto é que assim não aconteceu no período desde 2002, exatamente porque os congressistas avaliaram que caminhar celeremente naquela direção iria provocar uma reação muito forte da opinião pública.
Mais adequado será não haver ajustes nos salários dos ministros do STF até que se chegue à equiparação dos vencimentos dos postos mais altos dos três Poderes, o que poderá ocorrer no momento em que as finanças públicas estiverem melhor e houver a compreensão de que os níveis de remuneração estejam mais de acordo com o que acontece com o conjunto da sociedade e as responsabilidades dos respectivos cargos.
Avalio que os presidentes do Senado e da Câmara, diante do clamor popular, podem perfeitamente tomar a iniciativa de rever a decisão anunciada. É importante que a população e todos os senadores e deputados sejam ouvidos, e não apenas as lideranças.
Será bom para o país que todos possam dialogar e, principalmente, ouvir os seus representados, para que, nesta próxima semana, seja encontrada uma solução que reflita melhor a vontade de todos os brasileiros. E será muito melhor para a própria tranqüilidade da Mesa Diretora que venha a submeter a sua decisão ao plenário do Congresso Nacional."

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Quando a briga política pode fazer bem

Já é sabido que José Serra e Aécio Neves assumiram seus mandatos como governadores de São Paulo e Minas Gerais de olho na eleição presidencial de 2010. Ora, sendo os dois do mesmo partido, terá direito à disputa do cargo aquele que mais se destacar na sua atuação como governante dos dois estados da região sudeste.

Aécio leva uma ligeira vantagem, pois foi reeleito com uma votação esmagadora. Serra perdeu um pouco por abandonar a prefeitura depois de jurar que não faria isso, mas por outro lado, pega um estado com 12 anos de administração tucana. Essa necessidade dos dois de mostrar trabalho pode trazer grandes benefícios aos dois estados, já que será necessário por a máquina para funcionar, de preferência estando “de bem” com o governo federal, o que pode facilitar e muito as coisas.

Muito tem se falado sobre a possibilidade de Aécio deixar o PSDB para evitar o desgaste de uma disputa de prévia com José Serra. O presidente Lula ainda não conseguiu consolidar um nome para “apadrinhar” como candidato a seu sucessor. Especula-se que possa ser o Aécio, numa nova frente de Centro-Esquerda, ou mesmo no PMDB.

Um outro possível “player” surgiu do nada nos últimos dias. O governador recém-empossado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, assumiu o cargo de mãos dadas com o governo federal, deixando claro que sua linha de governo será bem diferente daquela adotada por Rosinha Garotinho, que sempre rechaçou qualquer tipo de contato mais estreito com o governo federal. Sérgio Cabral já trabalha com o governo federal na questão da segurança,(solicitou apoio da Guarda Nacional, das Forças Armadas, enviou presos para o presídio federal de Catanduvas no Paraná), na defesa civil, devido a calamidade em que o estado fluminense se encontra devido às chuvas desse verão, entre outras coisas.

Assim, o Rio de Janeiro também deverá ter um governo de qualidade e muito trabalho. Se o Sérgio Cabral também entrará na disputa a vaga para concorrer à presidência pelo PMDB, só o tempo é que vai dizer. Só esperamos que a expectativa de 4 anos de muito trabalho por parte dos governantes se confirme e que esse processo possa ter continuidade.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Deu no Estadão

Em matéria de hoje no O Estado de São Paulo, assessores do PT comentam sobre a possível posição de Aécio para 2010. Vai de encontro ao que o Nando já dizia aqui há alguns meses atrás:

"Esses auxiliares do presidente revelaram que o PT está atento às especulações de que Aécio poderia migrar para o PMDB antes das eleições de 2010, para ser candidato à sucessão de Lula - possivelmente com o apoio do presidente, que até agora não conseguiu consolidar um nome do PT para substituí-lo a partir de 2010. "

A matéria completa está em: http://www.estado.com.br/editorias/2007/01/03/pol-1.93.11.20070103.1.1.xml